Festa no Céu (The Book of Life) - 2014
Nota: 3/5
Festa
no Céu é visualmente impressionante e impecável, algo que infelizmente o
roteiro não é. Apresentando uma temática interessante e pouco usual, o dia dos
mortos, o filme perde força em seu roteiro “preguiçoso” e clichê. Mas contando
com toques de seu produtor Guillermo Del Toro, o design de produção nos
apresenta cenas com vivacidade de cores e texturas poucas vezes vistas no
cinema, como o incrível e “vivo” mundo dos mortos. Em um momento de hiato de
grandes animações (Frozen não me convenceu), principalmente por parte da Pixar,
Festa no Céu convence.
Trash: A Esperança Vem do Lixo (Trash) - 2014
Nota: 1/5
Stephen Daldry seleciona com um
elenco sensacional (Wagner Moura, Selton Mello, José Dumont, André Ramiro,
Martin Sheen, Rooney Mara) e literalmente os joga no lixo. Trash tenta juntar Quem Quer Ser um Milionário com Cidade de Deus em uma fábula sobre as
mazelas do Brasil e não faz jus nem aos filmes, nem aos problemas, nem ao país.
A única coisa boa do filme é o carismático trio de jovens atores. E se filmes
como Cidade de Deus e Cidade dos Homens são
exemplares de obras que fazem uma dissecação de toda a sociedade brasileira
através da pobreza, Trash não chega
nem perto de entender a sociedade brasileira, muito menos estuda-la.
Um Milhão de Maneiras de Pegar na
Pistola
(A Million Ways to Die in the
West) - 2014
Nota: 3/5
Dirigindo seu segundo longa-metragem
Seth MacFarlane, agora também atuando, entrega uma comédia “non-sense” e de
humor negro ambientada no perigoso Velho-Oeste americano. Mesmo sem contar com
grandes atuações, ou grandes momentos, o filme é eficiente em manter um ritmo
suficiente para não perder o telespectador. A presença de Neil Patrick Harris,
que diverte principalmente os fãs do seriado How I Met Your Mother, mostra que o ator terá dificuldade em se
desvencilhar de seu antigo personagem Barney. Ainda que inferior ao Ted, o primeiro longa do diretor, e
ainda contando com um horroroso título nacional, o filme merece ser conferido
por quem gosta do humor escrachado de Seth MacFarlane.
Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) – 2013
Nota: 2/5
Depois das empolgantes divulgações
do trailer de Os Vingadores: A Era de
Ultron e do teaser da Guerra Infinita, era difícil conter a euforia e não
assistir um filme de super-herói da Marvel. Três opções me surgiram na cabeça: Capitão América – O Soldado Invernal, Thor:
O Mundo Sombrio e Homem de Ferro 3, todos filmes pertencentes a segunda
fase do universo expandido da Marvel. E resolvi escolher justamente Homem de
Ferro 3 por ter sido o que menos gostei na primeira vez em que assisti. E se a
esperança de que assistindo pela segunda vez conseguiria encontrar qualidade
que antes passaram em branco se foram nos primeiros minutos do filme. Uma
palavra poderia resumir o filme: pastelão. Ainda que Downey Jr continue
eficiente em sua atuação como Tony Stark, todo o resto cai aos pedaços. O roteiro
é uma catástrofe, os vilões são risíveis, as reviravoltas previsíveis e sem
graça, e as soluções desastrosas. E se os filmes anteriores eram beneficiados
pelo humor e pela ação, este terceiro capítulo erra até neste ponto. Mais um
filme que promete, vende bem o seu peixe (os trailers eram incríveis) e falha
em sua execução. Por sorte este filme foi o primeiro e único tropeço da Marvel
na Fase 2, já que depois Capitão América e Thor acertaram a mão.



Nenhum comentário:
Postar um comentário