terça-feira, 4 de novembro de 2014

Pequenas Notas (3)



Festa no Céu (The Book of Life) - 2014

Nota: 3/5

Festa no Céu é visualmente impressionante e impecável, algo que infelizmente o roteiro não é. Apresentando uma temática interessante e pouco usual, o dia dos mortos, o filme perde força em seu roteiro “preguiçoso” e clichê. Mas contando com toques de seu produtor Guillermo Del Toro, o design de produção nos apresenta cenas com vivacidade de cores e texturas poucas vezes vistas no cinema, como o incrível e “vivo” mundo dos mortos. Em um momento de hiato de grandes animações (Frozen não me convenceu), principalmente por parte da Pixar, Festa no Céu convence.




Trash: A Esperança Vem do Lixo (Trash) - 2014

Nota: 1/5

Stephen Daldry seleciona com um elenco sensacional (Wagner Moura, Selton Mello, José Dumont, André Ramiro, Martin Sheen, Rooney Mara) e literalmente os joga no lixo. Trash tenta juntar Quem Quer Ser um Milionário com Cidade de Deus em uma fábula sobre as mazelas do Brasil e não faz jus nem aos filmes, nem aos problemas, nem ao país. A única coisa boa do filme é o carismático trio de jovens atores. E se filmes como Cidade de Deus e Cidade dos Homens são exemplares de obras que fazem uma dissecação de toda a sociedade brasileira através da pobreza, Trash não chega nem perto de entender a sociedade brasileira, muito menos estuda-la.




Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola 

(A Million Ways to Die in the West) - 2014

Nota: 3/5

Dirigindo seu segundo longa-metragem Seth MacFarlane, agora também atuando, entrega uma comédia “non-sense” e de humor negro ambientada no perigoso Velho-Oeste americano. Mesmo sem contar com grandes atuações, ou grandes momentos, o filme é eficiente em manter um ritmo suficiente para não perder o telespectador. A presença de Neil Patrick Harris, que diverte principalmente os fãs do seriado How I Met Your Mother, mostra que o ator terá dificuldade em se desvencilhar de seu antigo personagem Barney. Ainda que inferior ao Ted, o primeiro longa do diretor, e ainda contando com um horroroso título nacional, o filme merece ser conferido por quem gosta do humor escrachado de Seth MacFarlane.






Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) – 2013

Nota: 2/5


Depois das empolgantes divulgações do trailer de Os Vingadores: A Era de Ultron e do teaser da Guerra Infinita, era difícil conter a euforia e não assistir um filme de super-herói da Marvel. Três opções me surgiram na cabeça: Capitão América – O Soldado Invernal, Thor: O Mundo Sombrio e Homem de Ferro 3, todos filmes pertencentes a segunda fase do universo expandido da Marvel. E resolvi escolher justamente Homem de Ferro 3 por ter sido o que menos gostei na primeira vez em que assisti. E se a esperança de que assistindo pela segunda vez conseguiria encontrar qualidade que antes passaram em branco se foram nos primeiros minutos do filme. Uma palavra poderia resumir o filme: pastelão. Ainda que Downey Jr continue eficiente em sua atuação como Tony Stark, todo o resto cai aos pedaços. O roteiro é uma catástrofe, os vilões são risíveis, as reviravoltas previsíveis e sem graça, e as soluções desastrosas. E se os filmes anteriores eram beneficiados pelo humor e pela ação, este terceiro capítulo erra até neste ponto. Mais um filme que promete, vende bem o seu peixe (os trailers eram incríveis) e falha em sua execução. Por sorte este filme foi o primeiro e único tropeço da Marvel na Fase 2, já que depois Capitão América e Thor acertaram a mão. 

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