No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) – 2014
Nota: 3,5/5
Grata
surpresa chegou com a expectativa lá embaixo graças a seus trailers genéricos e
surpreendeu. Ficção científica envolvendo viagens temporais é sempre um perigo,
mas aqui funciona muito bem. Divertido, engraçado, muito bem montado, e mesmo
perdendo força em seu ato final devido a soluções óbvias e pouco corajosas, as
qualidades sobrepujam os defeitos.
Família do Bagulho (We’re The Millers) – 2013
Nota: 2,5/5
Em
um ambiente repleto de comédias e comediantes medíocres, Família do Bagulho acaba se destacando, ainda que não tão engraçado
e inspirado como as “recentes” Quero Matar
Meu Chefe (2011), Se Beber, Não Case
(2009) e Na Mira do Chefe (2008),
acaba criando algumas situações realmente engraçadas. Infelizmente esses
momentos não são maioria.
Ela (Her) – 2013
Nota: 5/5
Belo,
contemplativo e triste. Joaquin Phoenix entregando outra excelente atuação, ao
lado da também eficiente atuação de voz da Scarlet Johansson. Spike Jonze
também entrega uma direção eficiente junto com o belíssimo design de produção,
que com o constante uso de cores frias cria um ambiente futurístico, asséptico
e solitário. A cena da canção é belíssima. Excelente filme.
Vizinhos (Neighbors) – 2014
Nota: 2,5/5
Seguindo
a linha dos filmes da turma do Seth Rogen, James Franco e companhia, “Vizinhos”
é uma comédia que acaba ficando na média. Funciona como passatempo e só.
Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2) – 2014
Nota: 4/5
Mais
um dos raros casos em que a continuação é melhor que o original, algo que
parecia improvável dado à qualidade do primeiro filme. Aproveitando um ambiente
de escassez criativa da Pixar, a Dreamworks entrega uma animação tecnicamente
bonita e viva, repleta de personagens carismáticos, e que tenta fugir o máximo
possível dos clichês do gênero.
A Caça (Jagten) – 2013
Nota: 5/5
Angustiante,
denso e pessimista, A Caça é um
excelente exemplar da “escola dinamarquesa” de cinema. Thomas Vitenberg joga o
espectador na lama junto com seu personagem principal, interpretado por Mads
Mikkelsen, papel que acabou lhe rendendo merecidamente o prêmio de melhor ator
do Festival de Cannes de 2012. Nem
mesmo o final do filme é capaz de encerrar a angústia que este filme
proporcional.
O Homem Duplicado (Enemy) – 2013
Nota: 4/5
Depois
dos excelentes Incêndios (2010) e Os Suspeitos (2013), o diretor
canadense Denis Villeneuve volta a entregar mais um trabalho de qualidade,
desta vez muito mais psicológico que os trabalhos anteriores. O Homem Duplicado é um filme cru,
escuro, sem muitas explicações e lotado de simbolismos. A fotografia amarelada
e escura é essencial para criar a atmosfera de paranoia do filme. Não se trata
de uma experiência cinematográfica fácil e rotineira, já que o filme possui um
ritmo um pouco arrastado e poucos diálogos, algo que com certeza fez muita
gente sair da sala antes do fim do filme. Mas para aqueles que aguentaram até o
final o filme se mostra interessante e diferente do que o circuito
hollywoodiano apresenta.





