quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pequenas notas





No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) – 2014

Nota: 3,5/5


Grata surpresa chegou com a expectativa lá embaixo graças a seus trailers genéricos e surpreendeu. Ficção científica envolvendo viagens temporais é sempre um perigo, mas aqui funciona muito bem. Divertido, engraçado, muito bem montado, e mesmo perdendo força em seu ato final devido a soluções óbvias e pouco corajosas, as qualidades sobrepujam os defeitos.




Família do Bagulho (We’re The Millers) – 2013

Nota: 2,5/5


Em um ambiente repleto de comédias e comediantes medíocres, Família do Bagulho acaba se destacando, ainda que não tão engraçado e inspirado como as “recentes” Quero Matar Meu Chefe (2011), Se Beber, Não Case (2009) e Na Mira do Chefe (2008), acaba criando algumas situações realmente engraçadas. Infelizmente esses momentos não são maioria.

Ela (Her) – 2013

Nota: 5/5


Belo, contemplativo e triste. Joaquin Phoenix entregando outra excelente atuação, ao lado da também eficiente atuação de voz da Scarlet Johansson. Spike Jonze também entrega uma direção eficiente junto com o belíssimo design de produção, que com o constante uso de cores frias cria um ambiente futurístico, asséptico e solitário. A cena da canção é belíssima. Excelente filme.

 



Vizinhos (Neighbors) – 2014

Nota: 2,5/5


Seguindo a linha dos filmes da turma do Seth Rogen, James Franco e companhia, “Vizinhos” é uma comédia que acaba ficando na média. Funciona como passatempo e só.


Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2) – 2014

Nota: 4/5


Mais um dos raros casos em que a continuação é melhor que o original, algo que parecia improvável dado à qualidade do primeiro filme. Aproveitando um ambiente de escassez criativa da Pixar, a Dreamworks entrega uma animação tecnicamente bonita e viva, repleta de personagens carismáticos, e que tenta fugir o máximo possível dos clichês do gênero.

A Caça (Jagten) – 2013

Nota: 5/5


Angustiante, denso e pessimista, A Caça é um excelente exemplar da “escola dinamarquesa” de cinema. Thomas Vitenberg joga o espectador na lama junto com seu personagem principal, interpretado por Mads Mikkelsen, papel que acabou lhe rendendo merecidamente o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes de 2012. Nem mesmo o final do filme é capaz de encerrar a angústia que este filme proporcional.

 

O Homem Duplicado (Enemy) – 2013

Nota: 4/5



Depois dos excelentes Incêndios (2010) e Os Suspeitos (2013), o diretor canadense Denis Villeneuve volta a entregar mais um trabalho de qualidade, desta vez muito mais psicológico que os trabalhos anteriores. O Homem Duplicado é um filme cru, escuro, sem muitas explicações e lotado de simbolismos. A fotografia amarelada e escura é essencial para criar a atmosfera de paranoia do filme. Não se trata de uma experiência cinematográfica fácil e rotineira, já que o filme possui um ritmo um pouco arrastado e poucos diálogos, algo que com certeza fez muita gente sair da sala antes do fim do filme. Mas para aqueles que aguentaram até o final o filme se mostra interessante e diferente do que o circuito hollywoodiano apresenta.