Godzilla
Nota: 1/5
Nome original: Godzilla
Ano de lançamento: 2014
Direção: Gareth Edwards
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Elizabeth Olsen, Juliette Binoche, Bryan
Cranston, Ken Watanabe
Se
existe algo que podemos afirmar sobre Hollywood é que eles sabem vender o seu
peixe. E confesso que já fui vítima diversas vezes do famoso hype, dos trailers
sensacionalmente editados (deixo aqui o meu obrigado para a equipe responsável
pelos trailers de O Homem de Aço por minha maior decepção cinematográfica
recente), das campanhas virais. No caso de Godzilla não posso dizer que me
senti totalmente prejudicado, que apesar de reconhecer a excelente campanha de
marketing envolta do filme, dos trailers no mínimo instigantes, não era um
filme que eu botava tanta fé.
Mas, depois de ter comprado o ingresso (e pagado caro, já que infelizmente fui obrigado a ver a versão 3D do filme) resolvi entrar na sessão com a mente aberta, e já pedindo perdão pela previsível, porém inevitável comparação com o recente e excelente Círculo de Fogo, pois poderia estar diante de uma grata surpresa como foi o filme do Guillermo Del Toro. Infelizmente, a tragédia foi maior do que a esperada.
O começo do filme se mostra até que interessante, com uma abertura que me remeteu ao clássico blockbuster Jurassic Park com o helicóptero voando por entre as montanhas. Sendo conduzido pelo carisma e competência de Bryan Cranston, o diretor acerta ao postergar a aparição do monstro-título, criando uma ansiedade e até mesmo uma curiosidade em relação ao bicho. Entretanto, quando o enfoque do filme passa para o filho do personagem de Cranston, o filme começa a sua descida ladeira abaixo. Repleto de clichês chatos e um roteiro horroroso até mesmo para um filme de catástrofe, já que em momento algum o filme cria empatia com o personagem de Aaron Taylor-Johnson, com sua atuação nula e sua excelente habilidade de estar sempre presente no epicentro da tragédia. É aqui que infelizmente terei de fazer a primeira comparação com o filme do Del Toro, já que mesmo se tratando de um filme de robôs e monstros gigantes, nunca tenta criar o clima de seriedade que esse Godzilla tenta transpor, erroneamente.
Introduzindo dois rivais monstruosos para o “protagonista” Godzilla, já é esperado que a destruição seja gigantesca, e ela realmente é. Entretanto, neste que teria de ser o aspecto mais desenvolvido do filme, mostra-se também um dos mais ineficientes, já que a maioria das cenas são desenvolvidas a noite, ou em locais fechados e escuros, o que torna a ação confusa e entediante, algo que piora ainda mais na versão 3D, já que além de escurecer ainda mais a visão do telespectador, não acrescenta absolutamente nada a experiência do filme. Aqui caio na segunda comparação com Círculo de Fogo, que mesmo enfrentando as mesmas dificuldades técnicas que Godzilla (criaturas gigantes se enfrentando em cenários povoados, com diversos elementos e construções) acaba criando cenas de ação extremamente eficientes, que deixam claro a geografia da ação para os telespectadores, e que empolgam, mesmo em cenas noturnas ou submarinas.
Além disso, numa tentativa de fazer o telespectador de importar com a família do protagonista, a ação é entrecortada com passagens da mulher e do filho do mesmo, e assim como seu personagem principal, nenhuma empatia beira surgir, e nem mesmo a boa atriz Elisabeth Olsen consegue salvar sua personagem da mediocridade.
Como
sempre surgem os argumentos de que o filme se trata de um fan-service. Pode ser
que o filme até agrade os fãs mais calorosos do Gojira, mas não posso tratar o
filme desta forma, e tenho certeza de que se fosse fã gostaria que o filme além
de agradar minha nostalgia quase infantil fosse capaz de me apresentar um
espetáculo cinematográfico no mínimo digno de um filme razoável, algo que, por
exemplo, a nova franquia Star Trek alcançou de forma extremamente competente.
No fim, Godzilla é um filme excessivamente longo, tedioso e irritante em seus
milhares de clichês.
Crítica apoiada.
ResponderExcluirSobraram clichês, inclusive da própria franquia, e houve pouca inovação, ou mesmo atualização ao que podemos e queremos esperar dos filmes do estilo hoje.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMinha unica observação que tenho sobre a critica é o corpo do texto, eu daria um espaço entre os paragrafos, já que o Worldpress tende a deixar até o melhores dos textos parecendo Wall of Text....
ResponderExcluirSugestão aceita. Obrigado.
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